
E se a próxima grande transição da humanidade não for tecnológica, mas perceptiva? Uma investigação cinematográfica sobre as estruturas invisíveis que moldam a forma como percebemos a realidade.

O ser humano é curioso. É o único animal que cria mundos simbólicos, imagina futuros, questiona a própria existência. Diferentemente de outras espécies, rompemos um sistema biológico fechado e criamos a linguagem, a cultura, a tecnologia e toda a civilização.
Pela primeira vez, a natureza tornou-se capaz de observar a si mesma. Mas talvez ainda permaneçamos aprisionados em uma estrutura invisível. A percepção de separação da natureza, do outro, do planeta, do tempo, de nós mesmos.
Talvez ainda sejamos peixes incapazes de perceber a água. E se a próxima grande transição da humanidade não for tecnológica, mas perceptiva?

A série investiga a hipótese de que a humanidade atravessa um momento semelhante ao instante em que a vida saiu dos oceanos. Uma ruptura de consciência.
Assim como os peixes não percebem a água onde estão imersos, talvez os seres humanos também estejam submersos em sistemas invisíveis como ego, identidade, propriedade, medo, hiper individualismo, condicionamentos culturais e separabilidade.
Awakers não pretende oferecer respostas definitivas. O documentário investiga quais estruturas invisíveis moldam nossa percepção da realidade e o que acontece quando começamos a percebê-las.

E se o ego fosse apenas uma etapa? Uma ferramenta que permitiu identidade, contraste, avanço e experiências, mas que também nos condicionou a uma percepção fragmentada, separada e com medo constante de desaparecer, de perder o controle e de não ser suficiente?
A natureza não parece preocupada em construir identidade. Ela simplesmente participa. Nós avançamos ao criar mundos, símbolos, tecnologia e sistemas complexos — nos tornamos especialistas em classificar, manipular e controlar.
"Mas talvez, nesse processo, tenhamos nos afastado da experiência direta da existência." Awakers entra exatamente nesse espaço, não oferecendo respostas, mas procurando alguma reconexão perceptiva.

Em que momento desenvolvemos tamanho poder tecnológico, sem desenvolver a mesma maturidade humana?Awakers · Alinhamento criativo

Awakers é uma investigação cinematográfica sobre a percepção humana. O filme parte de uma hipótese invisível: talvez a grande crise contemporânea não seja econômica, tecnológica ou política. Talvez seja perceptiva.
Talvez a sensação de separação entre homem e natureza, entre indivíduo e coletivo, entre mente e presença, seja a estrutura invisível por trás de grande parte do sofrimento humano contemporâneo.
O objetivo do filme não é convencer. Mas conduzir. O espectador deve sentir que está descobrindo algo sozinho.
Awakers nasce em um período histórico marcado por ansiedade coletiva, burnout, hiper-estimulação, crise de pertencimento, polarização, avanço exponencial da IA, colapso de atenção, solidão, crise ambiental, excesso de informação e escassez de sentido.
O objetivo não é apenas transmitir informação. É provocar deslocamento perceptivo — a quebra de expectativa e uma abertura emocional gradual.
O tema central pertence à condição humana contemporânea. Por isso o projeto possui relevância internacional, potência intercultural e alcance transgeracional.
A série começa como uma investigação sobre o colapso contemporâneo e termina como uma investigação sobre a natureza da consciência e da separação.
Awakers não deve terminar quando a série acaba. O projeto possui potencial para se tornar um movimento cultural, plataforma de reflexão contemporânea, experiência contínua. O documentário é apenas o portal inicial.
Podcast, experiência sonora, série derivada e entrevistas completas como acervo histórico e biblioteca contemporânea.
Experiências sensoriais, exibições em natureza, espaço físico de imersão criativa e laboratórios humanos.
Ciclos itinerantes, Festival Awakers, Awakers Digital e publicações e livros — obra autoral complementar.
Programa para escolas, trilha digital, coleção Awakers e novas produções autorais de ensaios e projetos.
Comunidade digital, rede de embaixadores, plataforma de relatos e um mapa global Awakers.
Awakers percorre territórios que carregam, cada um, uma dimensão da busca humana por sentido, consciência e pertencimento.
Reúne algumas das principais tradições filosóficas, espirituais e científicas que moldaram a compreensão humana sobre existência, identidade e consciência. Onde a busca pelo sentido da vida se transformou em pensamento, cultura e civilização.
Muito antes da ciência moderna, o Egito já investigava questões fundamentais sobre vida, morte, consciência, transcendência e tempo — sem oferecer manuais, mas convidando à mais essencial das simbólicas perguntas.
O lugar onde a promessa de liberdade, abundância e progresso encontra questões profundas sobre identidade, propósito, bem-estar e consciência. "Agora que podemos fazer quase tudo, o que realmente vale a pena fazer?"
Enquanto grande parte do mundo se estruturou pela separação, o Brasil tornou-se um organismo de mistura permanente. Talvez o futuro exija exatamente isso: integração. Um país onde contradições coexistem e o caos produz criatividade.
As marcas ideais para Awakers não são necessariamente co-relacionadas a espiritualidade ou wellness brands, mas aquelas que desejam associação com o futuro humano. Awakers não fala sobre fugir do mundo. Fala sobre aprender a percebê-lo novamente.
As entrevistas devem funcionar como uma única mente coletiva tentando compreender a condição humana. Cada voz cumpre uma função arquetípica na narrativa. Nomes sugeridos para a investigação:
Filósofo e professor conhecido por suas reflexões sobre consciência, não dualidade e experiência direta, investigando a ilusão da separação entre indivíduo e existência.
Historiador e filósofo conhecido por analisar a evolução da humanidade e os impactos da tecnologia sobre a consciência. Representa a visão crítica sobre o futuro de uma civilização fragmentada e hiper-estimulada.
Escritor e pensador, uma das principais vozes indígenas contemporâneas do Brasil. No Awakers, representa a sabedoria originária e a urgência de repensarmos nossa relação com a vida, o tempo e o planeta.
Filósofa e professora reconhecida por traduzir temas filosóficos clássicos para questões humanas contemporâneas, unindo estoicismo, espiritualidade, ética e autoconhecimento.
Filósofo, escritor, poeta e liderança quilombola brasileira, reconhecido por suas reflexões sobre colonialismo, ancestralidade, território e modos não ocidentais de existir.
Ailton Krenak, Marcelo Gleiser, Iain McGilchrist, Byung-Chul Han, Amit Goswami, Sérgio de Oliveira, Jacob Petry e Criolo, entre outras vozes que ampliam o campo da investigação.

Em 2014, os primos Marco Nobre e Allan Ceola fundaram a Abajour Filmes, e de lá pra cá foram inúmeros filmes publicitários, institucionais, ações e animações. São também co-produtores do programa "Na Estrada Com Quem Faz" (Globo Rural, 4 anos), do Inteligência Financeira (Jornal das 10, Globo News) e do documentário de Anderson Silva (Globoplay).
Uma produtora ativa no crescimento do audiovisual brasileiro que ancora seus projetos com os melhores talentos e parceiros do entretenimento — há mais de 13 anos no mercado, tornando-se um player relevante no cenário.
Produções até dezembro de 2024. Direção: Allan Ceola, Marco Nobre, Leo Kawabe, Utimura, Pedro Gui, Fernanda Fernandes, Zerra, entre outros.
Uma oportunidade de associar sua marca a um projeto cultural de relevância internacional, aprovado pela ANCINE, que investiga o futuro humano. Vamos conversar.