Algumas viagens nos levam para longe. Outras nos trazem de volta para quem somos.
"Separados por um oceano.
Unidos por uma história."
Durante séculos, aprendemos a olhar para o Atlântico como uma fronteira — um imenso vazio entre continentes, entre povos, entre culturas. Mas talvez tenhamos aprendido a olhar para o mar da maneira errada.
Porque o Atlântico nunca foi apenas distância. Ele também foi caminho.
Foi por suas águas que viajaram idiomas, músicas, sabores, conhecimentos, tradições e pessoas que ajudaram a construir parte da identidade do mundo que conhecemos hoje. De um lado, o Brasil. Do outro, Cabo Verde. Dois países unidos pela língua portuguesa, por profundas conexões históricas e por uma herança cultural que continua viva no cotidiano de seus povos.
Ainda assim, brasileiros e cabo-verdianos conhecem muito pouco um sobre o outro. Enquanto milhões de brasileiros atravessam oceanos para descobrir destinos distantes, poucos sabem que existe um país onde a língua soa familiar, a música desperta memórias inesperadas e a hospitalidade acolhe como quem recebe um parente distante.
Cabo Verde não é apenas um destino. É um encontro.
Porque algumas viagens mudam a forma como vemos um lugar. Outras mudam a forma como vemos a nós mesmos. Esta é uma viagem para fazer as duas coisas.
Como dois povos tão próximos podem conhecer tão pouco um do outro?
Brasileiros em viagens internacionais
Em milhões de embarques · retomada consistente após a pandemia
Fonte: Embratur (2025) — dados consolidados e projeções.
Atrair um turista brasileiro não significa conquistar apenas um visitante. Significa conquistar um embaixador espontâneo de Cabo Verde.
Mais de 200 milhões de brasileiros falam a mesma língua que Cabo Verde. Portugal está entre os cinco destinos mais visitados por brasileiros. Cabo Verde ainda não está entre os cinquenta.
A menos de seis horas de voo direto, um arquipélago de dez ilhas guarda histórias, culturas e povos irmãos. O desafio de Cabo Verde não é ser um destino melhor. É ser conhecido.
Brasileiros que visitaram cada país em 2024
Dois países lusófonos. Uma diferença de escala.
Fonte: Embratur & Polícia Federal — 2024.
O audiovisual inspira, cria desejo e influencia decisões. As pessoas não querem apenas viajar — querem viver experiências que transformam. O novo viajante busca autenticidade, conexão cultural e propósito.
O viajante de hoje não busca apenas lugares incríveis. Busca histórias para contar e memórias para a vida. E é exatamente isso que este projeto vai fazer por Cabo Verde.
Um projeto. Múltiplas entregas. Cada uma amplia o alcance da anterior, formando um acervo permanente para o Governo de Cabo Verde, instituições culturais, setor turístico e parceiros estratégicos.
O eixo central. Uma série cinematográfica para streaming, TV e festivais, revelando Cabo Verde por sua história, cultura, natureza e a relação única com o Brasil.
Milhares de fotografias e horas de imagens em 4K/8K — terrestres, aéreas e subaquáticas — para campanhas, imprensa, feiras, ações diplomáticas e promoção de investimentos.
Centenas de fotografias editoriais organizadas por tema: paisagens, patrimônio, arquitetura, pessoas, gastronomia, cultura, natureza, mercados, pesca e turismo.
Um portal vivo sobre Cabo Verde: mapas interativos, roteiros, galerias, bastidores, entrevistas e agenda cultural — em português e inglês.
Coleção de curtas por tema — turismo, economia azul, energia renovável, agricultura, cultura, educação — para cada ministério usar em eventos.
Reels, shorts, TikTok, stories, mini documentários, making of e clipes musicais — biblioteca permanente para os canais oficiais do país.
Conteúdo para embaixadas, consulados, companhias aéreas, feiras, missões comerciais, eventos da CPLP e fóruns de investimento.
Um objeto editorial de alto padrão reunindo imagens e histórias — para autoridades, bibliotecas, universidades e imprensa, com versão comercial.
Itinerante, com fotografias, vídeos, sons e experiências imersivas. Primeiras edições: Praia, Mindelo, Lisboa, São Paulo, Rio e Brasília.
Conteúdos de até um minuto sobre história, música, gastronomia, trilhas, praias, mergulho, patrimônio e pesca — ideais para escolas e campanhas.
Vídeos, textos, mapas e materiais didáticos para escolas dos dois países — transformando o projeto em ferramenta permanente de educação e diplomacia cultural.
Uma estratégia — tratada como entrega — para levar o conteúdo a streaming, TV, companhias aéreas, hotéis, festivais, embaixadas, universidades e feiras.
Ao final das filmagens, Cabo Verde não receberá apenas uma série documental, mas um conjunto de ativos audiovisuais, editoriais e institucionais que poderão ser utilizados por muitos anos.
O investimento produz benefícios que permanecem muito além da estreia da série — na promoção do país, no fortalecimento da sua imagem internacional e na aproximação com o Brasil.
Brasil e Cabo Verde foram colonizados por Portugal, receberam o catolicismo e participaram do sistema atlântico. Até aqui, as trajetórias são muito parecidas. Mas então elas começam a divergir.
A África não desapareceu em Cabo Verde. Ela mudou de lugar — distribuída de outra maneira, presente de outro modo:
De quantas formas diferentes uma mesma herança pode sobreviver?
durante uma cerimônia de candomblé.
ao entardecer.
O narrador não diz "aqui é mais africano", nem "ali é menos africano". Culturas moldadas pela mesma história podem preservar suas raízes por caminhos muito diferentes.
Antes de propor esta ponte, a Abajour já pisou nas ilhas, ouviu a morna ao vivo, atravessou os mercados, conversou com quem faz a cultura acontecer. Este filme é a prova de que entendemos o ritmo, a luz e a alma de Cabo Verde — e sabemos exatamente como traduzir tudo isso em imagem.
Sensibilidade não se improvisa. Ela se conquista com o pé na areia, a câmera na mão e o coração aberto. É esse o feeling que a Abajour traz para dar vida a Espelhos do Atlântico.
Este projeto não termina quando os créditos sobem. Ele termina quando o primeiro brasileiro desembarca em Cabo Verde dizendo:
"Eu tinha a sensação de que já conhecia este lugar."
Uma iniciativa para aproximar dois povos que nunca deixaram de estar ligados pelo Atlântico.